TSE entra no segundo dia de julgamento da chapa

DF - TSE/DILMA-TEMER/JULGAMENTO - POLÍTICA - Vista do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, durante o julgamento da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer, vencedora da eleição de 2014, na noite desta terça- feira, 6. Se a ação que pede a cassação da chapa for julgada procedente pela corte eleitoral, Temer pode ser afastado do cargo após a apreciação de todos os recursos. 06/06/2017 - Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma hoje, às 9h, o julgamento que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. O relator do caso, ministro Herman Benjamin, ainda analisará seis preliminares, sendo que uma delas trata da inclusão dos depoimentos de ex-executivos da Odebrecht no caso – contestada pelas defesas de Dilma e Temer. Em seguida, o relator fará a leitura de seu voto.
A decisão sobre a inclusão dos depoimentos de ex-executivos da Odebrecht no caso é vista como crucial, pois sua rejeição pode enfraquecer o processo.
“Foi um primeiro dia de julgamento tranquilo, dentro daquilo que a gente esperava, com uma discussão técnica”, disse o advogado de defesa de Temer, Gustavo Guedes.
Enquanto a ex-presidente Dilma acompanhou a sessão do TSE de sua residência, em Porto Alegre, o presidente Michel Temer se reuniu com o núcleo duro do governo no Palácio do Planalto. Os presidentes da Câmara e do Senado estiveram com Temer, além do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Hoje, durante o julgamento, o presidente participa da cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário, às 11h.
Ontem, no primeiro dia de julgamento, o relator Herman Benjamin leu o resumo do relatório do processo, que conta com mais de 8.536 páginas, distribuídas em 29 volumes e reúne, entre outros documentos, a transcrição de 80h de depoimentos.
As defesas de Dilma e Temer tiveram 15 minutos para sustentação oral e coincidiram em um ponto: a não-inclusão do que consideram “fatos novos” no processo, decorrentes do avanço das investigações da Operação Lava Jato, presentes nos depoimentos de ex-executivos da Odebrecht e do casal Mônica Moura e João Santana. A acusação, representada pelo advogado do PSDB, defendeu a manutenção das provas da Odebrecht.

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