Temer encara primeira batalha

golpista

A crise que assola o governo desde maio, após a delação da JBS, enfrenta hoje seu primeiro grande teste: a votação da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Na véspera da sessão, o peemedebista intensificou as articulações com a base aliada para garantir o quórum de 342 deputados para realizar a votação e, por fim, conseguir arquivar de vez a ação.
A agenda oficial do presidente registrou ontem reuniões ao longo do dia com mais de 30 deputados. Além dos registros oficiais, Temer ainda almoçou com membros da bancada ruralista e jantou com aliados na residência do vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG). Outra decisão é liberar 11 dos 12 ministros que possuem mandatos na Câmara para reassumir as funções legislativas.
Além das reuniões, Temer ainda investiu em agendas positivas na véspera da sessão da Câmara. Realizou cerimônia de abertura de novos cursos de medicina e divulgou vídeo nas redes sociais comemorando os resultados dos saques de contas inativas do FGTS. “Quem tem que votar são os que querem destruir aquilo que a CCJ decidiu. A CCJ já decidiu que não há autorização. Agora, é o plenário”, disse Temer no Planalto.
Divisão
Ontem, o presidente do PMDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), disse que “terá consequências” para deputados do partido que votarem a favor da denúncia contra Temer. O partido fechou questão, e foi criticado pelo ex-líder da sigla no Senado, Renan Calheiros (AL). “Fechar questão agora é tatuar deputado com a ameaça, com a pressão, com o ferro do governo que aprofunda as dificuldades do país”. O presidente da CCJ Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), classificou a decisão como “um erro”.

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