Preços do petróleo têm máxima em mais de 1 ano, batendo US$ 56

Os contratos futuros do petróleo chegaram a subir até 6,5% nesta segunda-feira (12), atingindo uma máxima de 18 meses, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e alguns de seus rivais chegarem ao seu primeiro acordo desde 2001 para reduzir conjuntamente a produção, tentando combater o excesso de oferta global e aumentar os preços.

O petróleo Brent subia US$ 2,11, ou 3,88%, a US$ 56,44 por barril, às 8h31 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 2,21, ou 4,29%, a US$ 53,71 por barril.

Mais cedo o Brent atingiu uma máxima de US$ 57,89 o barril, maior valor desde julho de 2015.

O preço do Brent está 50% mais alto em relação ao no mesmo período do ano passado, marcando a maior alta na comparação anual desde setembro de 2011.

Após quase um ano de disputas, a Opep acordou em 30 de novembro cortar a produção em 1,2 milhão de barris por dia (bpd) por seis meses a partir de 1º de janeiro, com a Arábia Saudita, o maior exportador, cortando cerca de 486 mil bpd para conter a oferta excedente.

No sábado, produtores não integrantes da Opep, liderados pela Rússia, concordaram em reduzir a produção em 558 mil bpd, abaixo do objetivo de 600 mil bpd, mas ainda assim a maior contribuição de países de fora do grupo já realizada.

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