PF faz varredura no palácio do Supremo Tribunal Federal

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O Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, passou por uma varredura na noite desta segunda-feira (26). A inspeção minuciosa foi realizada pela Polícia Federal (PF), a pedido da presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia. O objetivo era verificar se há ameaças para a segurança do tribunal, como grampos e escutas, por exemplo. Os agentes revistaram gavetas, mesas e telefones. A varredura já estava programada e foi solicitada ao diretor-geral da PF, Leandro Daiello na semana passada. Realizar varreduras faz parte da rotina de segurança do tribunal, mas essa, em específico, foi solicitada por Cármen Lúcia após a revista Veja divulgar que existiam supostos grampos envolvendo o relator da Operação Lava Jato, ministro Edson Fachin. Conforme a reportagem, governo Michel Temer (PMDB) havia acionado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para “bisbilhotar a vida de Fachin”. A possibilidade de grampos foi prontamente negada pelo governo, mas ainda assim, Cármen Lúcia soltou uma nota em que disse que a possível “devassa” contra o ministro era “própria de ditaduras”. A presidente do STF também acrescentou à época que a Corte repudia, com veemência, “espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça.”

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