Para presidente do TSE, eleição ocorreu com ‘normalidade’ e ‘paz’

Ministro Gilmar Mendes avaliou à imprensa dia de votações pelo país.
Segundo balanço do tribunal, houve ‘incidentes’ com 383 candidatos.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, avaliou que as eleições municipais deste domingo (2) ocorreram com “normalidade” e “paz”, ao fazer um balanço do dia de votações pelo país.
Em entrevista à imprensa, na sede do TSE, Gilmar Mendes informou que houve 383 “incidentes” envolvendo candidatos a prefeito e a vereador, incluindo prisões.

“Acredito que as eleições ocorreram como esperávamos, com normalidade, em paz […] As eleições ocorreram num clima de harmonia, foram poucos os conflitos”, disse o ministro.

Conforme o balanço do TSE, houve outras ocorrências envolvendo 3.431 eleitores em todo o país por práticas como boca de urna, porte de arma e outros delitos.

Gilmar Mendes chamou a atenção para as cidades do Rio de Janeiro (RJ) – onde houve dificuldade da Justiça Eleitoral para instalar urnas em algumas comunidades, como na Favela da Maré – e de São Luís (MA) – onde seis escolas com votação foram atacadas nos últimos dias.

O ministro, contudo, atribuiu incidentes violentos a um quadro geral de insegurança pública no país, não necessariamente às disputas políticas.

“O quadro de insegurança não está associado aos conflitos eleitorais. É parte da deterioração do quadro de segurança pública entre nós, que exige concerto entre todos os poderes e segmentos da federação”, afirmou.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, tropas federais atuaram em 467 municípios, de 14 estados, tanto na segurança quanto na operação logística.

Outros dados

Segundo Gilmar Mandes, 17,5% dos eleitores se abstiveram; 4.424 urnas precisaram ser substituídas ao longo do dia; e haverá segundo turno em 27 municípios.

Ao todo, os candidatos a prefeito e a vereador de todo o país já declararam à Justiça Eleitoral ter gasto R$ 2,3 milhões com as campanhas.

O custo da eleição, informou o TSE, chegou a R$ 650 milhões neste ano (em 2012, esse montante foi de R$ 483 milhões), o que representou um custo de R$ 4,5 por eleitor.

Campanhas ‘modestas’

Em entrevista a jornalistas, Gilmar Mendes disse que, em razão da proibição de doações de empresas para os candidatos, as campanhas destas eleições municipais foram “mais modestas”. O ministro também afirmou que, com menos recursos, os candidatos não promoveram uma poluição visual nas cidades.

“Nós tivemos campanhas mais modestas, tivemos um ambiente menos poluído, não houve poluição visual, aquela distribuição de papéis nas ruas”, afirmou o magistrado. “Tivemos campanhas mais sóbrias, mais limpas, isso tem a ver com os gastos reduzidos”, completou.

Questionado sobre o número de votos nulos e brancos, Gilmar Mendes disse que o TSE avalia que esses votos são mais de desinformação do eleitorado do que uma forma de “protesto”.

“Os votos brancos e nulos não nos parecem relevantes. Na nossa avaliação, é mais um voto de desinformação do que de protesto”, declarou.

Processos

O ministro também comentou o número de recursos que contestam candidaturas a prefeituras. Até o momento, são 71 casos, segundo ele.
“Certamente haverá outros recursos. Claro que teremos casos de candidatos que não foram eleitos, que serão prejudicados. Mas isso terá toda prioridade e, certamente, já na terça-feira, já estaremos julgando processos”, afirmou Gilmar.

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