Nível do Sistema Cantareira registra a segunda alta consecutiva em fevereiro

Manancial registrou alta de 0,2 ponto percentual e opera com 45,7%.
Demais mananciais que abastecem grande SP tiveram queda nesta terça.

O nível de água do Sistema Cantareira subiu 0,2 pontos percentuais nesta terça-feira (2) e opera com 45,7% da sua capacidade, segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Após uma ação do Ministério Público (MP), aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. O segundo índice subiu para 35,3% e leva em consideração o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios, e estava em 16,4% nesta manhã.
O mês de fevereiro começou sem chuva no sistema, diferentemente do que aconteceu em janeiro. No mês passado, as represas receberam 248,4 mm, o equivalente a 94,4% do esperado para todo o mês. Em 30 de dezembro de 2015, o Sistema Cantareira deixou a dependência do volume morto após 19 meses.
O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 5,4 milhões por causa da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.
Os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo tiveram queda nesta terça-feira. O Alto Tietê caiu de 29% para 28,9% da capacidade. As represas que abastecem o sistema Guarapiranga diminuíram de 83% para 82,7% da capacidade. O Alto Cotia estava com 101,4% e foi para 100,7% da capacidade. No Rio Grande a redução foi de 90,6% para 90,3% da capacidade. Já no sistema Rio Claro, a queda foi 81,9% da capacidade para 81,7%.

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Volume Morto
A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial.

Segundo boletim divulgado pela Sabesp nesta segunda, o nível de água do sistema subiu para 45,7%, índice que considera o volume acumulado em relação ao volume útil. Após uma ação do Ministério Público (MP), aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira.

O segundo índice subiu para 35,3% e leva em consideração o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios, e estava em 16,4% nesta manhã.

O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 5,4 milhões por causa da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

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