Mais um prefeito regional pede exoneração; desta vez foi o de Perus

Durante a audiência regional para a elaboração do Programa de Metas, no início de abril, moradores da região reivindicaram a criação de novos equipamentos de saúde, investimentos em mobilidade urbana e a construção de um parque linear na bacia do ribeirão Perus.

Sobre os pedidos de construção de hospital na região e de novas UBSs e UPAs, especialmente no bairro Recanto dos Humildes, a prefeita se limitou a dizer que “reforçou a necessidade dos investimentos” com a Secretaria Municipal de Saúde. Perus ocupa a incômoda posição de pior prefeitura regional em número de leitos hospitalares da cidade, com zero, ao lado de Parelheiros e Cidade Ademar, aponta o Observatório Cidadão.

Já a construção de um viaduto de ligação entre os bairros do Morro Doce e Sol Nascente, segundo ela, é uma demanda importante e “uma das prioridades” de sua gestão. Com relação à criação do parque linear para conter as enchentes do ribeirão Perus, a prefeita acenou com “novidades em breve” envolvendo a construção dos cinco piscinões previstos no projeto.

Sobre outra reivindicação popular, a de tornar a antiga Fábrica de Cimento de Perus em Centro de Lazer e Cultura, a prefeita afirmou que a administração tem mantido diálogo constante com os grupos populares apoiadores do projeto. Ela lembrou que a área é particular e que está tombada pelo patrimônio histórico municipal desde 1991. No indicador de Cultura, o Observatório Cidadão mostra que Perus não tem teatros, cinemas, museus ou outros espaços culturais, e fica na última posição da ranking, acompanhada por outras regiões.

Ex-prefeito quer voltar à vida pública

Empresário há 42 anos, Eduardo Rosmaninho foi ouvido pela reportagem do 32xSP e confirmou que solicitou a exoneração do cargo por motivos particulares, versão confirmada pela Secretaria das Prefeituras Regionais. “Não tive problema político nenhum. Saí para cuidar de minha empresa”, explicou. Ele disse que gostaria de fazer mais pela prefeitura, mas teve que sair em função de um caso de doença na família, e que pretende continuar a carreira política. “Foram 5 meses e 10 dias. A pressão é grande. Trabalhava das seis e meia até onze da noite, quando saía da faculdade, mas tenho um sonho e ainda vou realizá-lo. Estou disposto a voltar, assim que arrumar a minha casa”, completou.

Por Sidney Pereira /  32x SP

 

 

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