Governo brasileiro envia barracas para desabrigados no Haiti

País foi atingido pelo furacão Matthew, que deixou pelo menos 473 mortos.
Além das barracas, Brasil estuda enviar kits humanitários e medicamentos.

O Ministério da Integração Nacional informou nesta quarta-feira (12) que enviará nesta semana 75 barracas para abrigar vítimas do furacão Matthew no Haiti. O envio das barracas faz parte de uma série de medidas que devem ser adotadas pelo governo brasileiro para ajudar o país caribenho, informou a pasta.

O furacão Matthew deixou pelo menos 473 mortos durante sua passagem pelo Haiti na semana passada, segundo um balanço provisório oficial, divulgado pela Defesa Civil haitiana.

O furacão é o mais forte a atingir o Caribe desde 2007, e foi justamente no Haiti que o Matthew causou mais destruição. O país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto em 2010 e até hoje ainda não se recuperou completamente.

De acordo com o ministério, cada barraca tem área útil de 25 metros quadrados e possuem estruturas de fácil manejo e montagem, com piso e cobertura de PVC e estrutura tubular de alumínio. Segundo a pasta, as barracas facilitam o atendimento em situações de desastres naturais.
O envio das barracas deve ser feito nesta sexta (14). Na próxima semana, de acordo com o governo, as equipes de diversos ministérios devem se reunir para definir novas ações de apoio, como envio de kits humanitários e medicamentos.

O próximo voo, informou o Ministério da Integração Nacional, deve decolar de Brasília no dia 22 ou 23 de outubro.

Desastre

De acordo com autoridades haitianas, mais de de 1,4 milhão de pessoas necessitam de uma ajuda rápida no país.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, fez um apelo para que a comunidade internacional mostre solidariedade e trabalhe junta em uma resposta efetiva a esta emergência.

O mais forte furacão a atingir o Caribe desde 2007 destruiu reservas de comida, plantações e colheitas, segundo a France Presse. Alguns povoados e cidades foram dizimados.

Medo do cólera

Como é comum após os desastres naturais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) teme o aumento no número de casos de cólera. Depois do terremoto de 2010, o país enfrentou a pior epidemia da doença na história mundial: foram registrados mais de 500 casos de contágio semanais e 10 mil pessoas morreram em decorrência de cólera.

No entanto, até o momento o representante da Organização Mundial de Sáude (OMS) no Haiti, Jean-Luc Poncelet, afirmou que há registros de dezenas de casos, mas que o número ainda é considerado “baixo”.

Enquanto um grupo ainda tenta realizar uma avaliação precisa da situação de saúde dos haitianos, espera-se a chegada de mais provisões que sejam rapidamente distribuídas. “As pessoas estão muito ansiosas. Não tem vindo nenhum tipo de ajuda sistemática nos últimos dias”, acrescentou Poncelet.

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