DOUTOR ESTRANHO

Data de lançamento 3 de novembro de 2016 (1h 55min)
Direção: Scott Derrickson
Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton mais
Gêneros: Fantasia, Ação
Nacionalidade: Eua

SINOPSE E DETALHES

Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falha da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj. Ele logo descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra a batalha de forças malígnas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.

Crítica

Após finalmente acertar com Homem de Ferro e conseguir criar uma seleção de filmes que levassem até Os Vingadores – The Avengers, a Marvel decidiu arriscar um pouco mais. Resolveu investir em personagens menos famosos, como em Homem-Formiga e Guardiões da Galáxia, e o resultado foi muito positivo. Agora, é a hora do Doutor Estranho. Trata-se de um personagem clássico dos quadrinhos. Aqui, a demora em ganhar um filme não foi pela pouca fama do herói, mas pelo fato do universo cinematográfico da companhia não estar preparado para ingressar num mundo com tanta magia e elementos sobrenaturais. Pois bem, isso mudou!

Desde Thor que a Marvel vem inserindo elementos mais fantasiosos em suas histórias. Guardiões andou mais um pouco neste caminho ao introduzir as Joias do Infinito. Pois Doutor Estranho pega a estrada de vez. E nós estamos de carona.

Todo o trabalho anterior foi importante para deixar o espectador preparado para o que estava por vir, mas isso não deixa de fazer o novo longa um marco significativo no universo cinematográfico da Marvel. É sim um filme de origem de um personagem que promete ser muito importante nas franquias da companhia, mas também é uma introdução a algo maior. Não temos apenas muitos planetas e galáxias. Temos dimensões e universos inimagináveis.

Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) é um médico de sucesso, que está sempre buscando casos raros que colaboram com seu prestígio. Metódico e arrogante, não faz questão de se dar bem com os colegas. Uma exceção é a ex-namorada e também médica Christine Palmer (Rachel McAdams). Após um grave acidente de carro, o Dr. Strange acaba sofrendo grande danos nas mãos, que o impedem de exercer a profissão. Ele busca todo tipo de ajuda e, desesperado, acaba em Catmandu, no Nepal, onde lhe seria oferecida uma espécie de cura espiritual. Mas o local acaba se revelando um espaço diferente, com uma Anciã e Mestres que protegem a Terra de ameaças místicas.

Além de tentar recuperar seu corpo, Strange treina sua mente e, como as outras pessoas no local, acaba adquirindo poderes mágicos. Tudo é desenvolvido de forma ágil e interessante.

Assim como vários projetos da Marvel, a produção acaba pecando um pouco no que diz respeito ao vilão. O ótimo Mads Mikkelsen vive Kaecilius um sujeito que passou pelo mesmo treinamento de Strange, mas que traiu a Anciã e se aliou com forças obscuras de motivações misteriosas. Por melhor que seja o ator, o desenvolvimento do personagem é falho e não chega a ser tão ameaçador quanto deveria.

O herói, no entanto, é excelente, muito por causa do trabalho de Cumberbatch, que se sai bem nas cenas de ação, nos momentos mais dramáticos e, é claro, nas sequências em que deve demonstrar aquele tom meio sarcástico, meio arrogante que conhecemos de seu Sherlock.

Opções criticadas por serem muito diferentes dos personagens dos quadrinhos, Tilda Swinton e Chiwetel Ejiofor também vão bem. Ela vive a Anciã, enquanto que ele é um de seus mestres, Mordo, um sujeito honrado e fiel, mas pouco transigente em suas convicções. Tilda tem uma ótima presença em cena. Sempre ameaçadora, impõe presença em todo momento em que aparece.

Sem querer esconder os elementos sobrenaturais, Doutor Estranho já mostra a que veio nas primeiras cenas, repletos de efeitos visuais. Como na maioria dos filmes do estúdio, aqui boa parte da ação acontece de dia, em ambientes claros. Assim, os efeitos mais impressionam do que incomodam, embora não há nenhum motivo para a utilização do 3D.

Como de costume, temos uma participação especial (mas boba) de Stan Lee e cenas pós-créditos. São duas, uma no meio e uma no final dos créditos. NÃO SAIA DA SALA, pois são duas cenas importantes, uma ligando com Thor 3 e outra deixa para Doutor Estranho 2, que ainda não foi confirmado, mas que tem tudo para acontecer.

São algumas boas cenas de ação, mas o filme vale mais pela boa introdução do universo da magia do que por momentos de combate, embora seja bem empolgante a utilização da magia em lutas. A direção de Scott Derrickson é competente. Agora é esperar para conferir os próximos passos da Marvel. O Doutor Estranho abre muitas possibilidades, mas fica a dúvida se irá se encaixar bem com os outros heróis. Cenas dos próximos capítulos…

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