Dois partidos que ‘fecharam questão’ a favor da PEC registram traições

PEC do teto de gastos foi aprovada por 366 votos a favor e 111 contra.
Um deputado do PSD e três do PR contrariam a orientação das legendas.

Um deputado do PSD e dois do PR contrariaram a orientação de seus partidos e votaram nesta segunda-feira (10) contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um limite para os gastos públicos da União. Houve também o caso de um deputado do PR que se absteve na votação e, com isso, dificultou a conta para que o governo Michel Temer obtivesse os 308 votos necessários para aprovar a proposta em primeiro turno na Câmara.

PSD e PR são dois dos quatro partidos que “fecharam questão” em torno da PEC do tetos de gastos, que permitirá, ao longo de duas décadas, apenas a reposição da inflação do ano anterior nas contas do governo federal.
As outras duas siglas que fecharam questão para aprovar o texto foram o PMDB, de Temer, e o PSDB. Não houve registro de traições nas duas legendas governistas.

Quando um partido “fecha questão” em torno de uma matéria, o deputado da bancada que desobedece a orientação da legenda pode vir a ser punido pela sigla.

No PSD, o deputado Expedito Netto (RO) não seguiu a orientação partidária. Essa foi a primeira vez, nos cinco anos de história da legenda, que os dirigentes da sigla haviam fechado questão a favor de uma matéria em tramitação na Câmara.

Dos partidos que fecharam questão em torno da PEC do teto de gastos, o PR foi o recordista de defecções. Duas parlamentares da legenda não seguiram a orientação e votaram contra a proposta de Temer: Clarissa Garotinho (RJ) e Zenaide Maia (RN). Já o deputado Silas Freire (PI) se absteve da votação.

Considerada uma prioridade do Palácio do Planalto para tentar reequilibrar as contas públicas, a PEC 241 foi aprovada nesta segunda, em primeiro turno, com 366 votos a favor, 111 contra e 2 abstenções.

Para mudar a Constituição, a proposta de emenda ainda vai passar por um segundo turno de votação na Câmara dos Deputados, prevista para o dia 24 de outubro, segundo o relator da proposta, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). Além disso, serão necessários mais dois turnos de votação no Senado com pelo menos 49 votos favoráveis.

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