Documentos revelam que Lula viajou 111 vezes pro sítio em Atibaia (SP)

Apesar da frequência, o ex-presidente diz que usa o sítio em dias de descanso e que não é o dono, o lugar pertence a amigos.

Informações do portal da transparência do Governo Federal mostram que as viagens da família do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ao sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, foram frequentes, desde 2012.
O site da Revista Época mostra que Lula e a família viajaram 111 vezes ao sítio ao longo de quatro anos. Em média, uma visita a cada duas semanas.

O Portal da Transparência do Governo Federal traz os detalhes, os relatórios de viagens. A maioria foi em fins de semana. É possível ver que a segurança pessoal do ex-presidente o acompanhou nessas viagens feitas de carro de São Bernardo do Campo a Atibaia.

Em 2012, Lula e a família passaram, pelo menos, oito fins de semana no sítio. Em 2013,19 fins de semana e feriados. Em 2014, 18; E ano passado, foram pelo menos 22 fins de semana, quase metade de todos os 52 fins de semana do ano.

Lula também passou o último Réveillon no sítio, como mostra o Portal da Transparência.

Apesar da frequência, o ex-presidente diz que usa o sítio em dias de descanso e que não é o dono, o lugar pertence a amigos.

No cartório, o sítio está registrado em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula.

A propriedade tem mais de 170 mil metros quadrados, o que equivale a 24 campos de futebol. O sítio fica no meio da mata, tem piscina e um lago.

Todo ex-presidente tem direito a segurança pessoal. A medida está prevista em decreto. O que os números mostram é que Lula é um frequentador assíduo, o que pode reforçar as suspeitas de que ele tenha ligação direta com a propriedade.

Na semana passada, Patrícia Nunes, ex-dona de uma loja que forneceu material de construção para uma reforma de R$ 500 mil no sítio usado por Lula, prestou depoimento a procuradores. Nesse depoimento, ela disse que a obra foi paga pela Odebrecht, empreiteira investigada na Lava Jato.

O sítio recebeu parte da mudança de Lula quando ele deixou a presidência, em 2011. Como informou o jornal ‘O Estado de S. Paulo’ em 6 de janeiro daquele ano: “O restante da mudança do ex-presidente seguirá para seu sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, e para um guarda-móveis da Granero, de acordo com a empresa”.

A imprensa atribuiu a propriedade do sítio a Lula em outras ocasiões, como o ‘Portal Terra’ em 29 de dezembro de 2011. E a ‘Folha de S. Paulo’ em 3 de janeiro de 2012. Na época, Lula não corrigiu essas informações publicadas pela imprensa.

Depois das suspeitas que ligaram uma reforma no sítio a empreiteiras, o ex-presidente passou a negar que seja dono.

O Instituto Lula afirmou que não se responsabiliza pelos equívocos de informação publicados pela imprensa brasileira.
O dono da empresa Granero, Emerson Granero, afirmou que a mudança foi feita por meio de uma concorrência pública. Que a sede da empresa não prestou nenhuma declaração ao jornal Estado de S. Paulo em 2011 e que não sabe quem passou as informações.

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