CEGONHAS – A HISTÓRIA QUE NÃO TE CONTARAM

Data de lançamento 22 de setembro de 2016 (1h 29min)
Direção: Nicholas Stoller, Doug Sweetland
Elenco: Klebber Toledo, Tess Amorim, Marco Luque mais
Gêneros: Animação, Comédia , Família
Nacionalidade: Eua

SINOPSE E DETALHES

Todo mundo já sabe de onde vêm os bebês: eles são trazidos pelas cegonhas. Mas agora você vai conhecer a mega estrutura por trás desta fábrica de bebês: na verdade, as cegonhas controlam um grande empreendimento que enfrenta muitas dificuldades para coordenar todas as entregas nos horários e locais certos.

Crítica

Cegonhas – A História que Não te Contaram tem como ponto de partida a clássica fábula de que as cegonhas são as responsáveis pela entrega de novos bebês. A partir desta premissa, somos jogados em um mundo em que as aves não aguentam mais esta responsabilidade, tratada como um trabalho desumano e selvagem. Diante do fato de que existe outras formas de se produzir crianças, as cegonhas abandonam a função e interrompem os trabalhos da fábrica de bebês. Elas passam a investir, então, em entregas de produtos variados, sempre se orgulhando do serviço eficiente e de qualidade.

Junior é uma cegonha que é o principal entregador da companhia e está prestes a assumir o posto máximo da companhia. Ele recebe apenas uma missão antes: demitir Tulipa, uma garota humana que vive entre as aves após os dados de sua entrega serem perdidos quando bebê. Ela está perto de completar 18 anos e sempre causa uma confusão quando tenta ajudar no dia a dia da empresa. Junior acaba ficando com pena e a realoca para o departamento de cartas. Lá, a garota acaba ativando a máquina de bebês. Com isso, ela e a cegonha devem trabalhar em segredo para entregar a adorável bebê que nasce da carta.

A premissa é bonitinha. E o filme também. Por sinal, se tem uma palavra que define a produção ela é: fofa. Em alguns momentos, o espectador ficará com vontade de abraçar a tela. E o motivo é simples: bebês. Não deixa de ser um truque fácil da produção, jogar vários bebêzinhos fofos na tela e deixar todo mundo encantado. Os mais sensíveis podem até se emocionar com a produção, que entrega um final pra cima e inclusivo.

Com direção de Nicholas Stoller e Doug Sweetland, a animação peca por seu roteiro (também de autoria de Stoller, conhecido por Ressaca de Amor e Vizinhos). Curiosamente, o que acaba faltando é um pouco do incorreto visto nas produções citadas. É claro que estamos falando de uma animação para crianças, mas falta algo para os pais.

Se em um momento o filme falha ao retratar uma mulher com um desejo incontrolável de cuidar de um bebê, em outros funciona melhor ao colocar a cegonha e a garota quase como um casal improvável, que discute a melhor forma de cuidar da filha. Outra sequência marcante é uma briga silenciosa para não acordar a criança.

O filme é divertidinho, bonitinho, mas acaba no inho. Não empolga. E não fica na cabeça. Pode entreter por uma hora e meia, mas não vai além disso. Klebber Toledo, Tess Amorim e Marco Luque formam o elenco de vozes no Brasil. Do trio, apenas Luque decepciona. Ele parece mais preocupado em criar uma versão de seu motoboy Jackson Five na pele do pombo Luke.

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