Caju

O caju é um pseudofruto, pois na verdade o fruto do cajueiro é a castanha, nativo do Brasil.

O pseudofruto é rico em vitamina C, compostos bioativos e ferro. Pode ser consumido na forma de fruto, suco, mel, doces e destilados. A castanha de caju é rica em fibras, proteínas, minerais (magnésio, ferro, cobre e zinco), vitamina K, vitamina PP, complexo B (menos a vitamina B12), carboidratos, fósforo, sódio e vários tipos de aminoácidos.

A vitamina C e os compostos bioativos como carotenóides, fitoesteróis e flavonóides conferem à ele propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, auxiliando na prevenção e tratamento de diversas doenças crônicas como a diabetes, o câncer e doenças cardiovasculares. Além disso, contém beta-sitosterol o qual ajuda no controle do perfil lipídico. Possui ainda propriedades diuréticas e cicatrizantes.

É rico em fibras promovendo uma maior saciedade e ajudando no controle do peso corporal. A sua castanha possui ácido anacárdico que tem propriedades fortes contra germes e bactérias. A polpa do caju é bastante recomendada no tratamento de casos reumáticos e problemas de pele, agindo como depurativo e tônico.

No câncer

Flavonóides são pigmentos encontrados em plantas e possuem atividade antioxidante, anti-inflamatória, protetora gástrica, anti-espasmódica, antimicrobiana, anti-tumoral e anti-aterosclerótica. O caju, um pseudofruto brasileiro, contém os flavonóides e outros compostos bioativos como os carotenóides (licopeno e beta-caroteno), o cardanol e o ácido anacárdico.

De acordo com os estudos, esses compostos ajudam a inibir a proliferação do tumor e exercem funções anti-inflamatórias e antioxidantes, diminuindo o estresse oxidativo e o risco de vários tipos de câncer, como o câncer de boca, o de mama, cólon, pulmões e próstata. O óleo de castanha de caju pode ser matéria-prima para a síntese da lasiodiplodina, substância já conhecida por atuar contra a leucemia (câncer de sangue). Esse componente e seus derivados foram avaliados quanto ao potencial de ação na morte de linhagens de células tumorais.

No exercício

Os carboidratos tem participação crucial no fornecimento de energia para o músculo durante a atividade física intensa. Além disso, a capacidade aumentada da utilização da gordura como fonte de energia melhora a capacidade física e, portanto, uma intervenção que aumente essa utilização pode ser importante nos atletas de endurece. Dietas contendo antioxidantes e BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada) demonstraram melhorar a utilização de gordura como fonte energética.

A vitamina C age como co-fatora na biossíntese da carnitina, necessária para a oxidação de ácidos graxos. O BCAA aumenta as concentrações de glicogênio hepático e muscular sugerindo uma maior utilização da gordura como fonte energética durante o exercício. Um alimento rico nesses dois componentes é o caju.

A leucina um dos BCAAs afeta o tecido adiposo, pois reduz a expressão da enzima ácido graxo sintase presente nos adipócitos. Além disso, a presença de ácido anacárdico do caju diminui a deposição de gordura hepática, aumentando a oxidação de gordura.

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