Café

Café é, há mais de mil anos, uma das bebidas mais apreciadas e consumidas em todo o mundo.

Nada como uma boa xícara de café seja ao acordar ou após uma refeição. Adoçado, amargo, com leite… à gosto de cada um! O cafezinho dá disposição pela manhã, tira aquela sonolência que às vezes surge depois do almoço, além disso, pesquisas realizadas no Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão revelam que o café pode fazer muito bem à saúde humana e que seu consumo diário e moderado (3 a 4 xícaras/dia) contribui na prevenção de várias doenças, como a diabetes do adulto, o câncer de cólon, fígado e mama, doença de Parkinson entre outras.

A maioria das pessoas que toma café diariamente ignora quais são as substâncias que estão presentes no café e pensa que a bebida contém apenas ou, principalmente, cafeína. Grande engano! O café contém uma grande variedade de macro e micro nutrientes, é uma da bebida natural, saudável e uma das mais populares do mundo, e por isso vale a pena considerar a contribuição de seus nutrientes a nossa dieta e bem-estar.

O mecanismo ainda não foi inteiramente elucidado, mas os fenóis vegetais têm uma potente ação antioxidante, e o café é uma das fontes dietéticas mais ricas de ácidos clorogênicos, um polinefol vegetal.

O consumo de café como importante fonte de antioxidante da dieta, pode inibir as inflamações e, portanto, reduzir o risco de doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias prolongadas. As inflamações têm muito a ver com o estresse oxidativo, e qualquer processo que reduza estas infamações beneficia consideravelmente nossa saúde e bem estar.

Vários estudos epidemiológicos descrevem uma associação inversa significativa entre o consumo de café e o risco de suicídio. As razões desta associação não estão, ainda, totalmente esclarecidas. Sabe-se que doses moderadas de cafeína interferem positivamente no humor, na disposição, e na performance cognitiva devido ao seu efeito psicoestimulante. É possível que as β-carbolinas harmana e norharmana tenham também alguma responsabilidade por este efeito, uma vez que inibem (competitiva e reversivelmente) a monoaminoxidase A – enzima que metaboliza a serotonina e noradrenalina, dois neurotransmissores associados ao bem-estar e boa disposição. Demonstrou-se, ainda, que o ácido cafeico possui efeito ansiolítico e antidepressivo quando administrado em animais sujeitos a stress, aparentemente através de uma modulação indireta dos receptores adrenérgicos α1A. Não obstante, o consumo de café está intimamente associado a hábitos sociais de convívio que, por si só, aumentam o bem-estar pessoal.

A questão da eventual dependência de cafeína tem sido debatida por muitos anos, e provavelmente o hábito de consumir café é causado pelo reconhecimento de que é uma bebida estimulante e não por quaisquer qualidades viciantes da cafeína. Além disso, sua ingestão não se dá somente devido a presença de cafeína, mas ao agradável aroma e sabor do café, bem como o ambiente social, que normalmente acompanha o consumo de café. Drogas como a cocaína, morfina e nicotina ativam o circuito cerebral de dopamina que está relacionado ao ciclo de dependência e recompensa e que, mesmo doses baixas, são ‘viciantes’. Estudos de mapeamento cerebral indicam que a cafeína não está ligada ao circuito de dependência do cérebro e, por conseguinte, não preenche os critérios para ser descrito como uma droga de dependência. Embora a interrupção abrupta do consumo de cafeína pode induzir sintomas de privação, em alguns indivíduos, estes são geralmente de curta duração e pode ser evitados pela redução progressiva da cafeína. Pesquisas em seres humanos não conseguiram encontrar qualquer ativação do circuito cerebral de dependência com a ingestão de cafeína. Esta abordagem “mapeamento cerebral” para o estudo da dependência em seres humanos mostra que a cafeína não cumpre os critérios exigidos para ser descrito como uma droga de dependência. Segundo a Organização Mundial da Saúde, “não há nenhuma prova de que o uso de cafeína tenha consequências físicas e sociais comparáveis, ainda que remotamente, às consequências das drogas de abuso” e o Comitê Antidoping Internacional, tirou a cafeína da lista de drogas proibidas para atletas. O café deve ser visto como um alimento saudável. Consumido com moderação, pode evitar depressão e ajuda a controlar distúrbios na área do cérebro que controla o prazer. Distúrbios nessa área, chamada de sistema límbico, estão associados ao tabagismo, ao alcoolismo e ao vício em drogas.

O café é uma bebida estimulante e não se pode exagerar na quantidade. Cada pessoa deve buscar qual dose diária de café que a satisfaz. Lembre-se que o café é uma bebida diurna, que ajuda nas atividades do dia, mas seu consumo deve ser reduzido no período da noite, para não afastar o sono. A primeira xícara deve ser tomada na primeira hora após o despertar e as demais, com intervalos mínimos de duas horas.

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