Banco Central passa a prever queda de 3,5% na energia elétrica em 2016

Informação foi divulgada por meio da ata da última reunião do Copom.
BC, porém, vê alta de reajuste de 9,9% em tarifas de ônibus urbanos.

A energia elétrica deve ter uma queda média de 3,5% neste ano, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), por meio da ata de sua última reunião – quando os juros básicos da economia ficaram estáveis em 14,25% ao ano. Até então, a previsão do BC era de uma alta de 3,7% em 2016.

De acordo com a autoridade monetária, a revisão de sua estimativa para a energia elétrica neste ano se deve às “alterações anunciadas relativamente a bandeiras tarifárias”. No início deste mês, a bandeira tarifária, que aplica uma cobrança extra nas contas de luz, saiu da cor vermelha para a amarela em todo o país.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimou que a troca da bandeira para amarela vai gerar uma redução média de 3% no valor da tarifa de luz no Brasil em março. Esse barateamento pode chegar a 6%, em abril, quando a bandeira irá para verde e a cobrança extra será suspensa, informou.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a conta de luz do consumidor brasileiro ficou, em média, 51% maior em 2015, na comparação com o ano anterior. São Paulo e Curitiba aplicaram os maiores reajustes, de 70,97% e 69,22%, respectivamente.

Combustíveis e tarifas de ônibus

Na ata do Copom, o Banco Central continuou sem estimar, até o momento, aumento no preço dos combustíveis para o ano de 2016.
Em 2015, com o aumento do preço da gasolina autorizado pela Petrobras no início de setembro, o reajuste no valor dos combustíveis chegou a 21,43%. A gasolina subiu 20,10% em média – um pouco abaixo do avanço médio do custo do etanol, de 29,63%.

Entretanto, a autoridade monetária projetou um reajuste médio nas tarifas de ônibus urbano de 9,9% neste ano. A passagem de ônibus já subiu ao menos em 18 cidades neste início de ano, entre elas seis capitais. Até então, o BC estimava uma alta de 8,9% para as tarifas de ônibus em 2016.

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