Anatel estuda barrar celulares piratas e pode bloquear milhões deles

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Cada celular é dono de um número único, o IMEI. “É como se fosse um chassi de automóvel”, esclarece o professor de engenharia elétrica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Orlando Bernardo, em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil. E existem aparelhos irregulares, que foram roubados, por exemplo, que podem utilizar um IMEI falso ou de outro celular para conseguir acesso à rede das operadores de telefonia. A GSMA, organização internacional de operadores de telefonia, estima que existam cerca de 41 milhões de aparelhos piratas no mundo. Estes celulares poderão ser desligados, mas a decisão sobre o assunto vem sendo adiada desde 2014 e causa polêmica. Para Bernardo, trata-se de uma medida difícil de ser implantada tecnicamente. Orlando Bernardo também afirma que os chips de celulares são vendidos de forma pouco regulada no Brasil e que um maior controle em sua comercialização ajudaria a combater a proliferação de aparelhos piratas. A assessoria de imprensa da Anatel informou que o assunto será decidido pelo Conselho Diretor da entidade, mas ainda não há uma data prevista para a deliberação. A Sputnik Brasil também procurou o Sinditelebrasil, sindicato que reúne as operadoras móveis brasileiras, mas o órgão diz que espera a definição das regras pela Anatel para se pronunciar.

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