ÁGUAS RASAS

Data de lançamento: 25 de agosto de 2016 (1h 27min)
Direção: Jaume Collet-Serra
Elenco: Blake Lively, Sedona Legge, Óscar Jaenada mais
Gêneros: Suspense, Terror
Nacionalidade: Eua

SINOPSE E DETALHES

Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água.

Crítica

Responsável pelo hit do terror A Órfã, o diretor espanhol Jaume Collet-Serra se afastou um pouco do cinema de suspense nos últimos tempos, realizando três thrillers de ação com Liam Neeson: Desconhecido, Sem Escalas e Noite Sem Fim. Agora, ele investe num filme que reúne vários elementos dos dois gêneros citados.

Águas Rasas é um filme de tubarão. Mas não só isso. É uma obra bastante eficiente sobre luta pela sobrevivência. Não trata-se simplesmente de um longa de monstros com uma heroína principal. É sobre uma jornada.

Nancy (Blake Lively) é uma jovem que larga o curso de medicina após a morte da mãe. Buscando memórias desta, a garota procura por uma praia secreta em um lugar paradisíaco, na qual a mãe esteve décadas atrás. Ela encontra o recluso local e passa boa parte do dia surfando. Até que acaba atacada por um tubarão.

Ferida, ela se acolhe em um recife de corais, não muito longe da costa. Mas o animal permanece por perto, impedindo que tente nadar até a praia. Nancy, então, terá que bolar um plano para conseguir escapar antes que a maré suba.

Com pouco menos de 90 minutos de duração, o longa é ágil, criativa e atraente. O diretor não deixa a bola cair e ainda insere alguns artifícios visuais bem interessantes. O cinema e a TV já adotaram a ideia de exibir mensagens de texto na tela, mas Águas Rasas vai além. Vemos posts no Instagram e até conversas via FaceTime. Foi o artifício encontrado para trazer outros personagens para a tela, seja através de vídeo (irmã e pai de Nancy) seja através de fotos (mãe).

A tela também informa os dados relativos à maré, fazendo o espectador acompanhar com agonia a situação da personagem. Visualmente, o filme é muito bem trabalhado. A direção de fotografia de Flavio Martínez Labiano é boa, tanto nas cenas dentre quando nas fora d’água. Ele também mescla bem a utilização de imagens de câmeras não profissionais, como uma GoPro. As cenas de surf, inclusive, são muito bem filmadas e menos artificiais do que costumam ser estes momentos no cinema.

Cabe destacar ainda a trilha sonora de Marco Beltrami, que é tensa, mas não exagerada. Curiosamente, o profissional peca pelo excesso em um outro filme em cartaz no momento, Ben-Hur.

The Shallows (no original) só peca ao querer criar um sentindo para a aventura de sua protagonista. Toda história da mãe e as conversas com o pai parecem apenas enrolação. Se as cenas no mar são naturais, as sequências familiares são todas artificiais e forçadas. O roteirista Anthony Jaswinski erra bastante a mão ao tentar transformar sua luta pela sobrevivência em algo maior.

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