Ações do Dia da Mulher trocam homenagens por pedido de igualdade

“Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas.”

Marcado por comemorações, rosas e bombons, o Dia Internacional da Mulher vem carregado de campanhas com forte tom de protesto este ano. Muitas ações de marketing deixaram de lado o típico tom de homenagem na publicidade para protestar contra a violência doméstica e outras barreiras contra a igualdade entre os gêneros.

Agressões disfarçadas de acidentes

Em novembro 2015, a Globo e a ONU Mulheres uniram-se para lançar uma campanha de enfrentamento à violência de gênero. “A cada 15 segundos uma mulher cai da escada, escorrega no banheiro ou tropeça no tapete. E a cada uma hora e meia uma mulher não sobrevive para contar a próxima desculpa”. Com este alerta, a campanha aponta a importância da denúncia das agressões.

Quantas mulheres saem de casa para trabalhar, estudar e conquistar seu espaço na sociedade e não sabem como vão voltar? Muitas vítimas de estupros, assaltos e assédios, de pessoas estúpidas que imaginam que o sexo feminino é apenas um  objeto. Se esquecendo da importância DELAS na população e na história da humanidade.

 

Entre as mais de 1 milhão de mulheres que relataram ter sido agredidas, em 2009, 25,9% foram vítimas de companheiros ou ex-companheiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15), e faz parte do suplemento “Características da Vitimização e do Acesso à Justiça no Brasil – 2009”, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Segundo as estimativas da Pnad, em 2009, 2,5 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade foram vítimas de agressão física, o que corresponde a 1,6% da população nessa faixa etária no país. E em 21 anos, esse índice cresceu. O estudo do IBGE aponta que, em 1988, 1% da população de 10 anos ou mais de idade declarou ter sido vítima de agressão física.

Quanto à autoria das agressões, ainda de acordo com o levantamento, em 39% dos casos os agressores eram pessoas desconhecidas; em 36,2%, pessoas conhecidas; em 12,2%, cônjuges ou ex-cônjuges; em 8,1%, parentes; e, em 4,5% dos casos, eram policiais ou seguranças privados.

‘Quebre o silêncio’

No ano passado, um artista e ativista italiano criou um trabalho inusitado para chamar a atenção ao problema da violência doméstica que muitas vezes acaba sendo encoberta pela falta de denúncias. Para mostrar que qualquer mulher está sujeita ao problema e incentivar vítimas a não ficarem caladas, Alexsandro Palombo acrescentou roxos e marcas de violência sobre imagens de famosas como Angelina Jolie, Emma Watson e Madonna – que teriam cedido fotos suas para a campanha, lançada nesta semana para marcar o Dia Internacional de Luta pelo fim da Violência contra a Mulher.

História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (As fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (As mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Atualmente

Nos dias atuais,as mulheres ainda continuam a sua luta por Espaço. Já tiveram muitas conquistas, como a Lei Maria da Penha, o Direito ao Voto, melhores empregos, e muitos outros.

Hoje, a mulher pode ser o que quiser, desde Engenheira à Caminhoneira. É você quem molda o seu futuro por meio de seu presente. Fazendo as escolhas da maneira como achar melhor.

Por isso jamais aceite cantadas baratas; Que subestimem a sua capacidade de conquista; e muito menos que julguem a sua beleza. Pois apesar, de tudo… A mulher traz pessoas ao mundo, depois de aguardar exaustivos nove meses; é ela a Dona de casa, Mãe, Esposa, Namorada,Cozinheira,Amiga, Conselheira,Profissional, etc. Por isso, nesta data de 08 de março de 2016, vamos ir cada vez mais além na Luta pela Igualdade, não nos permitindo parar jamais. E aguardando o dia em em que a Mulher possa conseguir todos os seus direitos, mas enquanto isso, estamos aí. Na Luta.

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